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Ensino universitário: o futuro já começou


Se você frequenta ou frequentou uma universidade um tempinho atrás (não muito, porque aqui é todo mundo xófem!), provavelmente já percebeu que esse espaço precisa se adaptar às mudanças da sociedade, cada dia mais mutável. É justamente disso que fala o artigo "Reflexões para a Universidade do Futuro (ou do presente)", de Juliano Costa, vice-presidente da Educational Products Pearson LATAM.


Passado, presente e futuro


O autor diz que o futuro da universidade tradicional, como conhecemos hoje, "está em xeque". No passado, essas instituições tinham três principais preocupações: "preparação dos indivíduos para o ambiente de trabalho", manter-se como "local único de produção e propagação de conhecimento científico e acadêmico" e, por último, mas não menos importante: desenvolver e fazer com que os estudantes adquirissem as habilidades principais para todos os campos da sociedade.


Só que, como já demos uma palhinha lá em cima, a sociedade da segunda metade do século XXI pode ser definida pela seguinte frase: "tudo muda, tudo flui, o fluxo perpétuo é a principal característica da natureza", fazendo com que objetivos dos centros acadêmicos precisem se adaptar, ou melhor: se modernizar.


O poder da tecnologia


No mundo atual, tudo pode mudar em questão de segundos, basta um tweet ou um story no Instagram. Basicamente, como diz o ícone da Nova Era, John Lennon, "a vida acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos". Não trabalhamos mais com verdades absolutas e "até pontos de vista conflitantes podem coexistir no mesmo ambiente".


Mas nem por isso você precisa se desesperar e achar que já não tem mais o controle de nada. Precisamos fazer do limão uma limonada. E como fazemos isso? Tirando o maior proveito possível de tecnologias como Inteligência Artificial, Machine Learning, Data Science e Data Mining. Ficou confuso? Perdido? Relaxa: certeza que essas ferramentas super fazem parte de seu cotidiano. Elas estão presentes em plataformas de alta aderência, como redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas, programas de streaming e serviços de alimentação (que, diga-se de passagem, estão salvando na quarentena!).


Novas habilidades


E o que todas essas tecnologias têm em comum? Bom, claro que todas essas facilidades do cotidiano que acabamos de citar não nascem do nada, elas demandam dos trabalhadores diferentes habilidades que as instituições de ensino ainda não tinham se ligado, como "letramento digital, inteligência socioemocional, cultura baseada em dados, pensamento ágil e mentalidade de crescimento". Muitas vezes, esse aprendizado fica fora de alguns cursos e está restrito "a lugares específicos ou centros de excelência ao redor do mundo" (e nem sempre da forma ideal).


Agora que já explicamos um pouco dos conhecimentos exigidos pelo mercado de trabalho contemporâneo, você já deve ter entendido o que as universidades têm a ver com isso, né? A boa notícia é que, segundo o autor do artigo, as instituições de ensino superior já estão se movendo para restaurar o protagonismo, como, por exemplo, instalando centros de pesquisa dentro dos campus para entender como implantar as competências digitais, de um jeitinho que misture todas as disciplinas.


O que esperar?


As faculdades continuarão no centro de produção e propagação do conhecimento científico, assim como estarão aptas a trabalhar competências relacionadas à tecnologia, programação e empreendedorismo. Vale lembrar que tudo isso é primordial para que o conhecimento seja democratizado, construído pelas instituições em parceria com o que é produzido na internet, por exemplo.


Hoje em dia, é essencial que os novos profissionais (de todas as áreas) tenham, em seu portfólio, experiência com "processos mais ágeis de produção de conhecimento e criação de soluções", como design thinking, scrum, XP, canvas, kanban, entre outros. É função da academia encontrar caminhos para implantar esses processos no CV da galera sem comprometer a qualidade do ensino. "A Universidade do presente precisa se tornar a do amanhã. E hoje."

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