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Thais Polimeni fala sobre curadoria, importância da equipe e planos para o futuro

A atividade de curadoria é sempre crucial para um projeto. É necessário muita criatividade, conhecimento e organização para realizar diversas funções, com o intuito principal de colocar em prática todas as ideias da equipe. Thais Polimeni é a curadora e diretora-geral do projeto Profissões da Economia Criativa, que conta com diferentes produtos, os quais buscam passar adiante a mensagem desse setor da economia que cresce cada vez mais no Brasil e, assim, mostrar aos jovens a importância de conhecer os mais diversos caminhos profissionais, que vão além das profissões mais tradicionais. Afinal, como fizemos questão de mostrar, é possível, sim, trabalhar com o que ama!


Thais Polimeni conta como foi planejar e direcionar a equipe do Profissões da Economia Criativa. Ela compartilha suas metas, preocupações e objetivos atingidos, além de, claro, as novidades que vêm por aí no projeto. Não vai perder, né?


Quando assistimos aos vídeos da websérie, percebemos que existe bastante diversidade. Tem entrevistadas mulheres, homens, mães, pessoas negras, PcD’s… Houve uma preocupação especial com isso?

Sim, houve uma atenção especial à diversidade. A curadoria é uma atividade que poucas pessoas conhecem, mas que é extremamente importante em um projeto como o “Profissões da Economia Criativa”. É o curador que vai selecionar os entrevistados que mais se adaptam ao foco de cada projeto. Por exemplo, nessa terceira temporada, nosso foco, além da Economia Criativa, era o Empreendedorismo. Seguindo essa linha, é fundamental que o curador pense na diversidade, algo muito falado hoje em dia, mas nem sempre colocado em prática. Então, meu papel de curadora foi de apresentar empreendedores da Economia Criativa que representassem diversos grupos da população. Desta forma, pré-determinamos que teríamos uma quantidade mínima de: 50% de mulheres, 25% de negros, 1 pessoa com deficiência e 1 pessoa trans, metas plenamente alcançadas, o que nos deixou muito felizes e o projeto ainda mais rico.


Como foi o processo de escolha dos profissionais que contribuíram para o projeto?

Para que a curadoria contemple a diversidade, é fundamental que a seleção se dê por meio de fontes variadas. O processo de escolha foi feito de diversas formas, como:


  • Networking profissional;

  • Grupos de empreendedores;

  • Pesquisa em eventos (CASE e Instamarket);

  • Matérias de sites;

  • LinkedIN;

  • Rede pessoal;

  • Indicação.


Foi um processo de cerca de 1 mês entre fazer a seleção geral, escolher os 12 entrevistados, entrar em contato e agendar as entrevistas.


Você conseguiu colocar em prática todas as suas ideias? Se não, quais não rolaram?

A ideia principal dessa terceira temporada do projeto era apresentar 12 empreendedores da Economia Criativa por meio de websérie, podcast, livro e e-book. Conseguimos colocar em prática esse objetivo principal e ainda criamos um site, que não estava previsto no início.


Como contrapartida (já que o projeto recebeu verba do edital do Governo do Estado de São Paulo), iríamos fazer 4 lives e 1 workshop presencial, o que não foi possível devido à quarentena. Porém, pudemos adaptar essas atividades para o virtual, com 12 lives, feitas pelo Instagram e Youtube da @cultcultura e pela rede interna de um colégio parceiro do projeto. O workshop sobre “Como Produzir uma Websérie” será transmitido pelo canal da Cult Cultura, no Youtube, a partir da primeira semana de agosto, dividido em 3 aulas de 1 hora cada.


O que você mais gostou de fazer durante todo o processo?

Todo o processo foi extremamente produtivo, desde o início da produção até agora, que estamos no momento da realização das lives.


Eu amo fazer entrevistas, algo que descobri quando criamos o canal da Cult Cultura, então ter entrevistado 12 profissionais tão inspiradores foi um presente. As lives acabam sendo entrevistas, com a diferença que tem a emoção do “Ao Vivo”, aquele frio na barriga que todo ator diz que sente antes de entrar no palco; Gostei muito e acho que, agora, não largo mais. Ter selecionado e gerenciado toda a equipe criativa foi um processo de grande aprendizado, pois cada um tinha amplo conhecimento em suas áreas de atuação e, juntos, chegamos a um resultado que nos deixou cheios de orgulho! A curadoria, como eu comentei anteriormente, foi nosso grande desafio e me fez mudar minha percepção sobre o mundo. Hoje, quando vejo algum evento, automaticamente já presto atenção na diversidade. É uma atitude que acredito que, se cada um tiver, conseguiremos ter maior representatividade em todas as áreas mais rapidamente.


Como tive muitas outras atividades além dessas mencionadas, não conseguiria escolher só uma para responder a que mais gostei. Então fico com as quatro: entrevistas, lives, gerenciamento da equipe criativa e curadoria, hehehe


Qual sua percepção geral do resultado da websérie?

O resultado tem sido tão satisfatório que nos motivou (digo por mim e pelo meu sócio, Leonardo Cássio) a criar outros subprodutos dentro desse projeto. Pretendemos lançar uma quarta temporada em breve, fazer bate-papos presenciais assim que possível, lançar um curso de capacitação em determinadas áreas da Economia Criativa, Festivais, Mostras… Por enquanto, fiquem ligados aqui no site e no podcast “Profissões da Economia Criativa”, que é por onde contaremos as novidades!


Quer saber mais sobre a Thais? Siga no Instagram: @thaispolimeni

Não se esqueça de seguir também a Cult Cultura: @cultcultura

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